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31 de Março de 2025, 14h:42 - A | A

POLÍCIA / AMEAÇA POR WHATS APP

Família de jovem que teve a barriga rasgada e bebê roubado vai ter proteção especial

Ana Paula Meridiane Peixoto de Azevedo, mãe de Amelly Sena, morta há duas semanas, disse ter recebido ligações e mensagens anônimas: “E aí, como está a bebê?

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, concedeu medidas protetivas de urgência à mãe e à filha da jovem Emelly Beatriz Azevedo Sena, morta aos 16 anos. Na decisão, a magistrada determina ainda a proibição de aproximação e contato dos suspeitos com a criança e seus familiares.

A mãe de Emelly, Ana Paula Meridiane Peixoto de Azevedo, pediu as medidas alegando ter recebido ligações e mensagens anônimas sobre a neta, como a frase: “E aí, como está a bebê?”, o que a deixaram preocupada.

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Emelly foi assassinada no último dia 12 de março por Nataly Helen Martins Pereira, de 25 anos. A assassina confessou o crime e está presa desde então. Contudo, outros três suspeitos de participarem do ato são investigados pela polícia. Eles são Christian Albino Cebalho de Arruda, Cícero Martins Pereira Júnior e Aledson Oliveira da Silva, respectivamente o esposo, o irmão e o cunhado da assassina.

Ao determinar as medidas, a juíza destacou a urgência em proteger a família, considerando o risco à integridade da avó e da criança. “Mostra-se evidente a possibilidade de que tais fatos, ou mesmo outros mais graves, possam ser praticados”, destacou.

Com a determinação da magistrada, os investigados estão proibidos de se aproximar em um raio de 1.000 metros e de qualquer contato, seja por mensagens ou redes sociais, além da proibição de frequentar quaisquer locais onde a vítima menor e seus familiares se encontrem a fim de preservar sua integridade física e psicológica. O descumprimento poderá resultar na decretação de prisão preventiva.

Conforme a investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, o objetivo do crime era o roubo da criança.

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Crime

Emelly estava grávida de nove meses e havia saído de casa na quarta-feira (12) para buscar doações de roupas para a filha, que estava prestes a nascer. Contudo, ela acabou caindo na armadilha de Nataly, que prometeu fazer doações caso a vítima fosse até uma casa indicada por ela.

Após confiar na doação que seria feita pela assassina, Emelly foi até uma residência no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá, onde encontrou com Nataly. No local, a vítima foi enforcada, asfixiada, teve as mãos e pés amarrados, a barriga cortada para a retirada do bebê e agonizou até a morte.

Depois de conseguir retirar a criança com vida do ventre de Emelly, a assassina jogou a jovem em uma cova rasa no quintal da residência. O corpo da adolescente foi localizado na manhã de quinta-feira (13), um dia após ela ter sido dada como desaparecida.

Com a morte premeditada da adolescente, Nataly chamou seu esposo Christian Cebalho para que juntos fossem ao Hospital Santa Helena tentar registrar a criança sob a justificativa de que ela havia tido um parto em casa. Porém, a equipe médica da unidade identificou que a assassina não possuía sinais de gestação recente e por isso acionou a polícia.

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