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Cuiabá, 06 de Abril de 2025
06 de Abril de 2025

05 de Abril de 2025, 09h:49 - A | A

POLÍCIA / VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Filho de Galvan é preso por perseguir e ameaçar a ex

Rafael é acusado de descumprir medidas protetivas, perseguir a ex com diferentes veículos em diversos locais em que a vítima frequenta, ligar e mandar mensagens por diversas vezes.

VANESSA MORENO
DO REPÓRTER MT



O agricultor Rafael Galvan de 45 anos, filho de Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja, foi preso no dia 31 de março, em Limeira (SP), por perseguir e ameaçar sua ex-esposa.

Em uma ação que tramita na 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis (214 km de Cuiabá), Rafael é acusado de descumprir medidas protetivas, perseguir a ex com diferentes veículos em diversos locais em que a vítima frequenta, ligar e mandar mensagens por diversas vezes.

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Segundo a denúncia, ele chegou a alugar uma casa próxima à casa da vítima e colocou uma câmera em direção à residência dela para vigiá-la.

Além disso, o agricultor é acusado de andar constantemente armado, sem possuir porte legal de arma de fogo, pois o documento foi cancelado por envolvimento anterior com disparos em outra ocorrência de violência contra a mulher.

Consta na ação que, em fevereiro de 2024, um amigo da vítima teve a casa alvejada por tiros, sendo que quatro disparos atingiram e mataram o cachorro dele. A suspeita é que Rafael seja autor deste crime.

Dentre as ameaças feitas à ex-esposa, o agricultor disse que se a visse com outro ia dar um tiro nela. Ele também ameaçou um suicídio, mandando para ela uma foto dele com uma arma de fogo apontada para a cabeça.

Rafael e sua ex estão separados há cerca de um ano e três meses. Ambos têm um filho em comum de seis anos de idade e, de acordo com a denúncia, mesmo tendo boas condições financeiras, ele não contribui financeiramente com a criação do menino.

Em 2024, o agricultor foi candidato a vereador pelo Partido Novo em Rondonópolis, mas não foi eleito. 

Na quarta-feira (02), a advogada do acusado alegou no processo que as ações de Rafael não configuram crime de perseguição e não demonstram que ele teve a intenção de praticar atos ilícitos. Além disso, foi alegado que a prisão dele é desnecessária. Por fim, a defesa pediu a liberdade do agricultor.

Por outro lado, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sob relatoria do desembargador Rui Ramos, negou o pedido de liberdade, alegando que a prisão é necessária para garantir a segurança da vítima e a ordem pública.

O magistrado destacou que ficou comprovado, através de denúncia e provas, que Rafael cometeu os crimes dos quais ele é acusado e que o mesmo tratou com completo descaso as determinações judiciais anteriores, se referindo às medidas protetivas. Rui Ramos ressaltou ainda a periculosidade do acusado.

“Quanto aos indícios de autoria, estes também se fazem presentes nos mencionados registros telefônicos e mensagens eletrônicas, evidenciando o completo descaso do Paciente às determinações judiciais, bem como sua periculosidade concreta, ainda mais quando se constata que ele já respondia a outras duas medidas protetivas deferidas em desfavor da mesma vítima”, escreveu o desembargador em decisão publicada na quinta-feira (03).

Com isso, Rafael permanece preso. Ele está detido no Centro de Detenção Provisória "Nelson Furlan" de Piracicaba (SP).

Outro lado

Por meio de nota, Antônio Galvan se manifestou criticando a ação do filho e se solidarizando com a vítima. 

Veja a nota na íntegra:

Quero dizer, antes de tudo, que lamento profundamente toda essa situação. Nenhum pai está preparado pra ver um filho envolvido nesse tipo de acusação, muito menos quando há dor e sofrimento de outra pessoa envolvida.

Me solidarizo com a mulher que foi afetada e espero, de coração, que ela encontre amparo, proteção e paz. Nenhuma mulher merece viver com medo.

Eu e meu filho, Rafael, não temos mais uma convivência próxima há algum tempo. Nossos caminhos se distanciaram por conta de escolhas dele com as quais eu nunca concordei. Ainda assim, é meu filho — e como pai, me dói ver tudo isso. Mas reforço: nunca passei a mão em comportamentos errados e não passarei.

Rezo para que um dia ele possa reencontrar Jesus, se arrepender do que fez e pare de ferir as pessoas ao seu redor. Eu confio na Justiça, e espero que tudo seja apurado com seriedade.

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