KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O promotor de justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, que assina a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra a réu confessa Nataly Helen Martins Pereira, de 25 anos, não acredita que ela estava “surtada ao assassinar a adolescente grávida Emelly Beatriz Azevedo Sena, 16. Para ele, é preciso saber separar frieza e maldade de doenças mentais.
Segundo o representante ministerial, a assassina tinha plena consciência do que estava fazendo, tanto que se aproveitou das condições financeiras e sociais da vítima para atrai-la, planejar e cometer o crime. Para ele, o fato de Nataly ter contado em detalhes tudo o que aconteceu em interrogatório para a polícia, que durou 37 minutos, demonstra que ela tinha conhecimento do que havia feito.
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É claramente alguém que tem consciência do que estava fazendo e poderia não ter feito. Não é alguém em surto, nada disso.
“É claramente alguém que tem consciência do que estava fazendo e poderia não ter feito. Não é alguém em surto, nada disso. A gente não pode confundir frieza com doença mental. A gente também não pode confundir maldade com doença mental”, afirmou.
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A fala do promotor diz respeito a um anúncio feito ainda no fim do mês de março pela defesa de Nataly, de que entraria com um pedido alegando insanidade mental para tirar a assassina da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, onde está presa atualmente, e encaminhá-la para internação em uma clínica. Segundo o representanter ministerial, esse mesmo pedido chegou a ser mencionado durante a audiência de custódia, mas ainda não era o momento adequado para apresentar a solicitação.
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“Não tem esse pedido ainda oficialmente. Pode ser que ele aconteça. Aconteceu na audiência de custódia, mas não era o momento adequado, mas pode ser que aconteça na ação penal. O que eu quero dizer é o seguinte: não existe um direito subjetivo para fazer esse exame de sanidade mental, ou seja, não é um direito certo, o juiz pode indeferir. Ele vai analisar isso e não é obrigado a aceitar”, pontuou Rinaldo.
O crime
Nataly é réu confessa pelo assassinato de Emelly Sena, que estava grávida de nove meses e foi brutalmente assassinada no dia 12 de março deste ano. No dia do crime, a assassina atraiu a vítima para a casa do irmão dela, onde ela prometeu que doaria algumas roupas para a adolescente, cuja filha estava prestes a nascer. Na residência, a vítima foi enforcada, teve as mãos e pés amarrados, a barriga cortada e o bebê roubado, sendo posteriormente enterrada em uma cova rasa.
Na noite do mesmo dia, Nataly deu entrada no Hospital Santa Helena, junto com seu companheiro Christian Cebalho, e uma bebê recém-nascida. Na unidade de saúde, a assassina tentou registrar a criança sob a justificativa de que havia tido um parto em casa, porém, ela foi submetida a exames médicos, que constataram que ela não havia tido um parto recente.
Com a desconfiança, a equipe médica do hospital acionou a polícia, que prendeu a assassina.
Nataly está sendo acusada de oito crimes, sendo eles: feminicídio qualificado, tentativa de aborto sem consentimento da gestante, subtração de recém-nascido para colocação em lar substituto, dar parto alheio como próprio, ocultação de cadáver, fraude processual, falsificação de documento particular e uso de documento falso.
Ilda Cerqueira Romão de 05/04/2025
Ela é uma assassina fria e sem sentimentos Não é uma doente mental.Ela planejou tudo nos mínimos detalhes O MP não deve e nenhum Juiz deve encaminha-la à clínica e sim para um presídio comum sem previlegios como qualquer presa
1 comentários