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Cuiabá, 25 de Fevereiro de 2025
25 de Fevereiro de 2025

25 de Fevereiro de 2025, 15h:30 - A | A

POLÍCIA / LUXO NAS CELAS

VÍDEO - Calvin Klein, Nutella e sucrilhos: Mercadinhos em cadeias vendem produtos de alto padrão

Comércios apresentam taxa de lucro que varia entre 30% e 50%.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



Fiscalização realizada nos mercadinhos de presídios de penitenciárias em cinco cidades mato-grossenses constatou que o comércio de produtos de alimentação e higiene pessoal rendeu mais de R$ 2,9 milhões apenas no ano de 2024. Entre os produtos estão cuecas da marca Calvin Klein e produtos de marcas mais caras.

Relatório obtido pelo mostra que os produtos comercializados nas penitenciárias de Cáceres, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra não passavam por avaliação de nutricionistas e poderiam causar comorbidades em detentos.

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A margem de lucro varia entre 30% e 50%, conforme as associações comunitárias que administram esses comércios. Confira o detalhamento do lucro registrado por unidade no ano passado:

Sinop – R$ 2 milhões
Tangará – R$ 400 mil
Cáceres – R$ 400 mil
Lucas do Rio Verde – R$ 150 mil
O lucro registrado em Sorriso não consta no documento.

Veja os vídeos:

“A maior parte dos produtos expostos à venda são de itens supérfluos, ultraprocessados, com alto teor de gorduras e açúcares, tais como embutidos, sucos em pó, refrigerantes, biscoitos recheados, doces e balas diversas, sorvetes, salgadinhos, sucrilhos, chocolates e bombons”, esclarece o documento. Entre os itens estão mortadela comum e defumada, além de bacon, por exemplo.

Além disso, os itens de higiene pessoal e limpeza são de alto padrão e marcas de renome que “não são acessíveis a maior parte da população brasileira”, como sabão em pó Omo, creme dental Colgate e amaciante Downy.

Em Sorriso e Tangará da Serra foram identificadas a comercialização de linha e agulhas de crochê, que podem colocar em risco a vida de outros detentos e de servidores das unidades.

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