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31 de Março de 2025, 11h:53 - A | A

POLÍCIA / TOLERÂNCIA ZERO

Sejus: Mercadinhos fortalecem financeiramente as facções criminosas

Secretário Vitor Hugo Bruzulato Teixeira destacou que empenho do governo é para extinguir comércios.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



O secretário de estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, ressaltou que há elementos que apontam que os mercadinhos nas penitenciárias eram usados para fortalecer financeiramente o crime organizado.

A fala foi feita em coletiva de imprensa na última semana, quando foram apresentados os resultados dos primeiros quatro meses do programa Tolerância Zero contra Facções Criminosas.

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“Nós temos um estudo técnico realizado no final do ano passado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, a Senappen, que demonstra isso. Foi feita uma avaliação em 1.200 unidades prisionais em todo o Brasil. E, em todas elas, ficou demonstrado que existe esse mercado paralelo que fortalece financeiramente as facções criminosas”, afirmou o secretário.

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“As investigações da Polícia Civil, de outras instituições, demonstraram isso, que os mercadinhos, as cantinas, só servem para o fortalecimento financeiro das facções criminosas. Por isso, nós estamos trabalhando de forma técnica jurídica para o fechamento”, acrescentou.

Em janeiro deste ano, o governador Mauro Mendes (União) sancionou a Lei 12.792/2025, que definiu novas regras para as unidades prisionais do Estado. Na ocasião, Mendes vetou o artigo 19, que previa a existência desses comércios paralelos. Posteriormente, foi dado o prazo de 60 dias para que esses estabelecimentos fossem fechados em todas as penitenciárias do estado.

Atualmente, apenas seis mercadinhos estão em funcionamento em razão de decisões judiciais que determinaram a reabertura.

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O caso passou a ser discutido publicamente depois que o preso Sandro da Silva Rabelo, conhecido como 'Sandro Louco', que é apontado como líder de uma facção que atua em Mato Grosso, disse que lucrava R$ 75 mil por mês apenas na Penitenciária Central do Estado (PCE).

O principal argumento dos defensores dos mercadinhos era que eles apenas revendiam produtos essenciais que o Governo do Estado não conseguiria fornecer de forma eficaz. No mês passado, contudo, foi revelado que os presos tinham acesso a itens de alto padrão como cuecas da marca Calvin Klein, creme de avelã Nutella, e cera para depilação.

O lucro desses comércios em 2024 foi de mais de R$ 2,9 milhões.

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